Como tornar-se produtivo no transporte

E se 1 dia seu fosse perdido a cada 12? Se você mora em grandes capitais, à exceção de Curitiba, essa é provavelmente a sua realidade: estima-se que estudantes brasileiros percam por volta de 2 horas diárias no trajeto faculdade/casa.

Aqui vão 3 dicas para transformar essa perda inevitável em produtividade:

DICA 1 – PODCASTS

É de fato difícil executar tarefas como escrever, mesmo com pouco movimento. Então aqui vai uma solução: ouvir!

Podcast é um mecanismo relativamente novo, onde produtores independentes disponibilizam programas de áudio dos mais diversos assuntos: política, empreendedorismo, desenvolvimento pessoal e até mesmo… Funk.

Para todos esses temas juntos, desde que substituído o funk por música popular, recomendamos o Café Brasil. É lá que Luciano Pires, ex-executivo de uma multinacional e agora palestrante, compartilha valiosos insights e opiniões extremamente sensatas.

Se sua intenção é uma discussão política respeitosa com todos os espectros, saiba que isso existe no Mamilos. Temas polêmicos, como o nome sugere, são abordados com a ajuda de especialistas de cada área, sempre trazendo opiniões respaldadas cientificamente.

DICA 2 – APPS PRODUTIVOS

No aprendizado de línguas, há diversos apps famosos, como o duolingo e o elevate. Contudo, esses apps pecam num quesito crucial: imersão. É essencial buscar imersão numa língua para se alcançar um nível fluente, mas como fazê-lo sem realizar intercâmbios?
O app ESL Podcast Radio English Listening with Scroll Subtitle Transcript (a qualidade dele não reflete esse nome estranho, fique tranquilo) permite que você, ao mesmo tempo, ouça e leia podcasts em inglês  – e sim, nós amamos podcasts. Dá ainda para acelerar, pausar e ativar o rolamento do texto automático com o áudio, como o nome sugere.

Mas e se você pudesse simplesmente absorver o conteúdo dos best-sellers da não ficção tais como: Mindset e O poder do Hábito – e tudo isso em um curto espaço de tempo? Essa é a proposta do app 12 min, que realiza a síntese dos conceitos principais e as disponibiliza em forma de áudio e texto. O app possui resumos incríveis, ótimos para antes ou depois da leitura – e até mesmo para saber se vale a pena adquirir a obra completa.

DICA 3 – LER

Os especialistas não recomendam a leitura em movimento – fazê-lo tende a gerar descolamento de retina e outros problemas oculares – mas quem é que disse que a gente se move no trânsito das capitais, não é mesmo?
Quem dirige acaba preso às opções em aúdio, mas quem usa o transporte público tem a vantagem de poder ler e melhorar a si próprio todos os dias! Independentemente do título, ler agrega vocabulário e fomenta o raciocínio, fazendo o famoso fitness intelectual.

Boa jornada rumo ao kaizen!

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No quê trabalharão os humanos em 2070?

Já em 2018, notícias de novas aplicações da inteligência artificial surgem todos os dias.
Aqui vão alguns exemplos que muito provavelmente você irá se deparar nos próximos anos: advocacia. medicina. arquitetura.

Gostemos ou não, praticamente qualquer tarefa especializada já é melhor executada se feita por um computador. E a economia mundial já percebeu isso há algum tempo:

1. Operadores de caixa em supermercados estão se tornando raridade na Europa
2. Atendentes de redes como McDonalds estão sendo gradativamente substituídos
– e se engana quem pensa que somente profissões majoritariamente operacionais estão afetadas:
3. Geólogos já dão lugar a softwares na prospecção de petróleo
4. Engenheiros civis já não mais realizam longos cálculos estruturais em papel.

Então, com o quê – além de criar softwares – trabalhará o profissional de 2070?

Provavelmente não há quem tenha resposta absoluta para essa questão, mas aqui vai um excelente palpite:

com o que lhe faz humano.

A inventividade ainda não é tangível aos robôs – ao menos em um futuro próximo – e muito menos a emoção. Sabendo disso, o euestagiario separou alguns palpites racionais para as competências que lhe farão útil daqui a 50 anos:

1. Criação constante de Repertório
Como sugerido no Livro Roube como um Artista, ter abrangência é necessário para permitir o florescer de ideias criativas. É aqui que entra o repertório – quanto mais conhecer, maior a chance de fazer conexões originais – e gerar algo realmente inventivo.

2. Capital Social
Ter uma ampla rede de contatos promove troca de experiências. Mesmo que qualquer conhecimento esteja a dois toques de distância, a maneira que uma informação impacta na maioria das vezes se mostra mais importante que ela própria (para comprovar, leia e logo em seguida ouça o discurso de Martin Luther King. A diferença é brutal).

Ter uma rede de contatos ativa permite desenvolver habilidades como fala em público, persuasão, empatia e cooperação – tema que abordaremos a fundo em um próximo post.

3. Inteligência Emocional
Saber como interpretar, liderar e mobilizar pessoas envolve uma série de variáveis intangíveis a olho nu – e muito provavelmente aos números também.
Aprender a lidar com emoções (próprias ou de outros) é uma atitude extremamente útil para maximizar a experiência de qualquer atividade intermediada por humanos.

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Como não decidir pelo supérfluo

Infelizmente, com a revolução tecnológica, fomos colocados na era da distração: informações, entretenimento e passa-tempos pouco produtivos passaram a estar à distância de um toque. Apesar de descansar ser uma parte importante, competências não são aprendidas sozinhas, e é necessário abdicação para alcançar objetivos maiores. Como podemos, então, decidir melhor?

Pra buscar resolver esse problema, iremos lançar mão dos conhecimentos abordados e aprofundados a partir do livro Cérebro: Uma biografia (Origem) e vamos procurar entender como é possível alcançar melhores padrões para a tomada de decisão.

O QUE ACONTECE NAS DECISÕES?
Um bom primeiro passo para fazer melhores escolhas é saber o que ocorre quando estamos decidindo: o cérebro faz uma espécie de ‘ranking’, tomando como base experiências passadas na tentativa de criar hipóteses para o futuro. A métrica desse ranking é a dopamina, um neurotransmissor ligado a recompensas e ao vício – que torna mais difícil deliberar contra ações que tenham sido prazerosas.

A dopamina, então, promove um cenário um tanto quanto desleal na briga do inconsciente versus o deliberado: o prazer promove uma cascata bioquímica de recompensas, que nos faz querer repetir a ação que a desencadeou.

AGORA VERSUS FUTURO
Mas, se você sabe que estudar é melhor que ir curtir fotos da Pugliese, por que não consegue decidir pelo longo prazo? A resposta é que o agora libera um manancial de recompensas, enquanto o futuro, algumas gotas.

E é por esse motivo que lhe convidam a fazer test-drives e a experimentar peças de roupas. Também é por esse motivo que resistir a um belo fast food é tão difícil: nosso inconsciente batalha em prol de padrões de recompensa, enquanto gastamos nossa limitada força de vontade pra vencer o incógnito.

Então, como vencer o ímpeto de assistir um episódio de Stranger Things e ir estudar excel, inglês ou qualquer outra competência importante? Preparamos duas ações possíveis, baseadas em referências científicas:

1ª AÇÃO
O primeiro caminho é simplesmente não deixar as tentações à vista, referido pelo livro como o Pacto de Ulisses. Ulisses, após retornar de uma batalha vitoriosa, teria de passar por sereias cujo canto indubtávelmente levaria sua embarcação ao náufrago. A solução dele foi: prender-se, de modo a não poder escolher as sereias. Dessa forma, ainda que não conseguisse deliberar a ação que sua tripulação esperava, Ulisses não teria como fracassar. Se simplesmente não houver alternativa, o poder sedutor do agora, então, é superado.

2ª AÇÃO
Gerencie sua força de vontade. Como abordado em (3), o controle próprio é finito: fazer muitas escolhas difíceis nos deixa intelectualmente exauridos ao final de um dia. Nesse quesito, há duas opções interessantes: começar os dias sempre pelas tarefas mais difíceis, de forma a ainda ter a força de vontade necessária para resolvê-las e também escolher melhor as batalhas que vão retornar mais valor para você.

Esperamos que tenha sido uma leitura produtiva!

Referências:

1- Cérebro, uma biografia. David Eagleman, editora Rocco

2- Rangel et Al, (2008). A framework for studying the neurobiology of value-based decision making. Nature Reviews, Neuroscience

3- Muraven, M., Tice, D. M., & Baumeister, R. F. (1998). Self-control as a limited resource: Regulatory depletion patterns. Journal of Personality and Social Psychology, 74(3), 774-789.

 

 

 

 

Você não é burro (e o porquê disso não importar)

Em praticamente todo grupo há indivíduos que se destacam – performam melhor, seja quando aprendem mais rápido ou quando alcançam resultados melhores.

Como essas pessoas o fazem?

Lançando mão dos estudos compilados no livro Outliers podemos afirmar que a performance intelectual, a partir de um certo limiar, deixa de ter aumentos significativos por fatores biológicos e passa a ser preponderantemente afetada pelo esforço.

Essa conclusão advém de um estudo de Lewis Terman, Genetic Studies of Genius, onde crianças diagnosticadas na infância como superdotadas, possuintes de QIs muito acima da média, foram monitoradas até a vida adulta.

Ao contrário do imaginado, pôde-se notar que o percentual de outliers naquele grupo, isso é, pessoas que provocaram alguma ruptura na sociedade, era apenas ligeiramente maior do que o do resto da sociedade.

Terman faleceu antes de completar todas as suas linhas de pesquisa, mas o legado dele diz que, a partir de um certo limiar de QI – talvez 100, 110 – a exposição ambiental, as interferências parentais, e a dedicação são preponderantes frente aos genes.

Nesse post falamos um pouco mais sobre enriquecimento de repertório e técnicas de aprendizado, confira também!

Como aprender a aprender

Se você teve mentores minimamente esclarecidos, certamente já ouviu a seguinte frase: estude para ser alguém na vida.

Apesar do “Ser alguém na vida” ser subjetivo, adquirir conhecimento é capaz de promover uma vida melhor em diversos âmbitos, afinal, ser sapiens é o que te diferencia dos outros animais.

Sendo assim, aqui vão três dicas práticas para processar, adquirir e fixar conhecimentos úteis à uma vida boa:

DICA 01: DESENVOLVA UM MÉTODO

Se você é ou foi estudante universitário, certamente não te falta capacidade biológica para o aprendizado – na realidade, há grandes chances do seu QI ser acima da média.

Então, qual a sua diferença para aquele amigo que mantém todas as disciplinas com notas elevadas? Metodologia. Pode ser que seu amigo seja um gênio, mas na maioria dos casos o que ocorre é: esse amigo, por circunstâncias da vida, já aprendeu como absorve e reproduz melhor, maximizando seu próprio tempo.

Para o caminho do autoconhecimento não há fórmulas, mas uma abordagem interessante é a do YouTuber Fernando Mesquita, que foi aprovado em 14 concursos públicos nos últimos 10 anos e montou um livro – o ciclo EARA – com a metodologia desenvolvida por ele.

DICA 02: ACORDAR 15 MINUTOS MAIS CEDO

Pode parecer estranho, mas como acordar um pouco mais cedo pode te ajudar a angariar conhecimento?

A resposta é que pequenas ações, acumuladas, geram grandes resultados. Pode parecer pouco, mas acordar 15 minutos mais cedo e dedicá-los à leitura enquanto toma um café, por exemplo, vai fazer com que você leia no mínimo 1 livro por mês. O resultado é prático: o quão você mudaria se 12 daqueles livros da sua lista interminável fossem lidos em um ano, com uma atitude tão simples? Ler mais te torna mais complexo e inteligente, o que certamente irá facilitar seu aprendizado em toda sorte de tema.

DICA 03: CURSOS ONLINE

Ao contrário do que muitos imaginam, nem só de games e música vive o youtube. Se você procura por entretenimento produtivo, recomendamos para desenvolvimento pessoal o canal In a nutshell, que utiliza recursos gráficos excelentes para abordar conceitos complicados como o optimistical nihilism e o vlog do Fernando Mesquita, se você busca uma conversa produtiva e leve. Já para o conhecimento acadêmico, talvez não haja um canal mais apropriado que o Khan Academy, onde há vídeo-aulas que falam de aritmética à programação.

Tem outras ideias interessantes? Não deixe de deixar sua contribuição nos comentários!

Por que contratariam você?

Ok, sabemos que você quer um primeiro emprego, estágio ou uma fonte de renda alternativa, mas um erro extremamente comum ao iniciar essa jornada é: não saber nem por quê, nem como alguém contrata uma pessoa inexperiente.

Inexperiente – é isso que todo aspirante a estagiário é – mas certamente existe algo de diferente dentre os que conseguem chegar à empresas como AmBev e Petrobras e aos que mal conseguem cumprir os requisitos obrigatórios – e aqui vão 2 insights simples e fáceis de como você pode ser um dos primeiros.

Não Foque No DINHEIRO 

Pode parecer um contrassenso, mas quando estiver procurando o primeiro Estágio, dinheiro é a segunda (ou terceira) prioridade. A primeira deve ser APRENDER – e não, isso não é uma postura ingênua. O fato é que se você sabe um pouco sobre investimentos, sabe também que educação é o investimento mais rentável que existe a médio prazo.
Dentre duas vagas, se uma paga R$100,00 a menos que outra mas te dá muito mais responsabilidade, aceite mais responsabilidade! O resultado prático disso é que ao final da sua graduação você estará muito mais qualificado a exercer posições de liderança.

Faça Atividades Extracurriculares   

A não ser que sua intenção seja se tornar pesquisador, descer seu CR um pouco não vai fazer alguma diferença notável no seu futuro profissional. De fato, o conhecimento técnico é extremamente importante, mas abdicar de um 9 pra ser 7 – e conhecer MUITO da realidade de mercado através de Empresas Juniores, Ligas e outras iniciativas voluntárias, faz com que já exista alguma experiência mesmo no início da carreira. E aqui vai uma tirada do redator engenheiro: Tendo quase zero como parâmetro, 1 é ∞.

E por fim: Por que alguém contrataria você?
A resposta é dura e simples: porque você pode gerar de lucro mais do que o seu salário. Esse post não tem pretensão de julgar se isso é justo ou não – mas é assim que é, e a não ser que você busque a revolução ou empreendimentos (ou os dois) será com isso que terá que lidar.

DICA BÔNUS: Boa literatura é fundamental para o aprendizado e a melhoria contínua – e é isso que te faz ser um candidato e uma pessoa melhor. A nossa dica de hoje é o livro Mindset, da Carol Dweck! O livro traz uma mudança de paradigma para a boa, mas defasada expressão: “as palavras têm poder”, de maneira científica e produtiva! Vale a leitura!

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